A cada novembro, os cavalos d’água emergem do oceano e galopam na areia sob os penhascos de Thisby. E, a cada novembro, os homens capturam esses cavalos para uma corrida eletrizante e mortal. Alguns cavaleiros sobrevivem. Outros, não.
Aos 19 anos, Sean Kendrick já foi quatro vezes campeão. Ele é um jovem de poucas palavras e, se tem medos, guarda-os bem escondidos, onde ninguém possa vê-los. Puck Connolly é uma novata nas Corridas de Escorpião. Ela nunca quis participar da competição, mas o destino não lhe deu muita escolha. Sean e Puck vão competir neste ano, e ambos têm mais a ganhar – ou a perder – do que jamais pensaram. Mas apenas um deles pode vencer.
Kate (mais conhecida como Puck) Connolly e Sean Kendrick moram numa ilha famosa pelas Corridas de Escorpião. Todo ano, pessoas de todos os cantos do mundo se juntam em Thisby para o evento em Novembro. As Corridas de Escorpião são famosas por causa dos cavalos que competem: eles são capaill uisce, perigosos cavalos que vem do mar. Eles comem carne e a corrida é tão brutal que basicamente todo ano alguém morre durante ela. Os capaill uisce são criaturas interessantes, eles se sentem atraídos pelo o mar, mas nem todos conseguem entendê-los. Sean é um dos poucos que consegue lidar com eles, então sempre que algo está acontecendo com os cavalos d’água alguém chamará por ele.
Puck é a única garota em casa. Ela mora com seus 2 irmãos, Finn e Gabe, desde que seus pais morreram por causa dos capaill uisce. Quando Gabe diz que ele está deixando a ilha, Puck decide competir nacorrida, para que ele fique até pelo menos o fim dela. Ela não pensa muito no que isso realmente significa, dizer que vai competir é sua primeira reação. Com o passar do tempo ela percebe que isso não vai ser nada fácil. Primeiro porque ela é a primeira garota a competir na corrida, segundo porque ela decide competir com Dove, sua égua. Dove não é uma capall uisce, outra razão pela qual ela provavelmente não tem chance alguma de ganhar. O povo da ilha não fica feliz com a decisão dela e tenta a todo custo fazê-la desistir.
A Corrida de Escorpião começou bem lento pra mim. Eu demorei pra me empolgar com a história, mas depois de um certo ponto eu simplesmente não conseguia parar de ler. Puck e Sean me cativaram de tal forma que eu não sabia por quem torcer na corrida. Essa é uma história maravilhosa sobre família, lealdade e superar obstáculos. Esse foi o primeiro livro da Maggie que eu li, e eu amei. Se você tem o coração mole que nem eu, você talvez se veja extremamente tocado pela cena final. Tem como amar o Corr mais?
Autor: Maggie Stiefvater
Tradução por: Fal Azevendo
País: Estados Unidos
Idioma: Inglês
Gênero(s): Aventura, Ficção Científica, Fantasia
Editora: Scholastic (US) / Verus (Brasil)
Data de publicação: 1 de Novembro de 2011 (US) / 24 de Agosto de 2012 (Brasil)
Páginas: 409 (378 na versão brasileira)
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Você confere abaixo meus quotes favoritos desse livro.
Hoje é 1o de Novembro e, por isso, hoje alguém vai morrer.
Eu não penso no corpo do meu pai prensado na areia vermelha com frequência. Ao invés disso, eu lembro dele como ele estava antes da corrida: com medo. Eu não cometerei o mesmo erro.
Ela é minha égua e minha melhor amiga, e eu continuo esperando que algo ruim aconteça com ela, porque eu a amo demais.
Eu confio em Corr mais do que confio em qualquer outro.
E eu não deveria confiar nele de jeito nenhum.
Há momentos que você se lembrará pro resto da sua vida, e há momentos que você acha que se lembrará pelo resto da sua vida, mas nem sempre eles se encaixam nas duas situações.
Quando criança, a primeira coisa que eu percebi sobre Dory é que ela sempre usava um par diferente de sapatos, algo estranho e extravagante pra ilha. Agora o que eu noto mais é o fato de que ela e suas irmãs não tem um sobrenome, algo estranho e extravagante em qualquer lugar.
Ela estava de pavio curto essa manhã, porque é dia e termina com a letra “a”, veja você.
“Garotos”, ela diz, “eles simplesmente não são bons em ter medo.”
“Eu acredito na mesma coisa que eles acreditam”, eu digo, balançando meu queixo em direção à cidade e a igreja de São Columba. “Eu só não acredito que você possa encontrar isso dentro de um prédio.”
“Você fez todos eles o que eles são.”
Eu não olho pra ele. “Nenhum deles me fez quem eu sou=.”
É como se ele tivesse confessado que está morrendo por causa de uma doença que eu nunca ouvi falar, com sintomas que eu não consigo ver.
É fácil convencer os homens a te amar, Puck. Tudo o que você precisa é ser uma montanha que eles precisam escalar, ou um poema que eles não entendem. Algo que os faça se sentir mais fortes ou mais espertos. É por isso que eles amam o mar.
“Não fale com o filho de Malvern”, Dory Maud me adverte.
Eu já estou me afastando, mas olho pra trás por cima do meu ombro. “Por que não?”
“Porque ele talvez responda!”
“Você sabe muito sobre ele.”
Eu sei que Benjamin Malvern gosta do seu chá com manteiga e sal, e que seu nariz é grande o suficiente para esconder as bolotas que tem dentro. Eu sei que ele quer ser entretido, mas que só algumas coisas o fazem ficar entretido. Mas eu não sei se isso significa que eu o conheço.
Eu sempre achei que eu estava acima de ser fascinada por qualquer pessoa que não fosse eu mesma.
Na verdade, eu acho que é uma misericórdia dessa ilha não nos deixar com memórias terríveis por muito tempo, nos deixando manter as boas por quanto tempo quisermos.
“Se eu fosse o Gabe, eu iria pra América ao invés da terra firme.”
Aquela frase acaba com meu bom humor que eu tinha germinado na minha alma. “Se você fosse o Gabe, eu ia te estapear.”
A única coisa é que quanto mais eu o vejo com Corr, mais eu penso como seria insuportável pra ele perder o cavalo.
Mas não tem como nós dois ganharmos.
“Eu não serei seu ponto fraco, Sean Kendrick.”
Agora ele olha pra mim e diz, bem suave: “Tarde demais pra isso, Puck.”
Eu penso, então, que é por isso que Norman Falk pediu para Sean estar aqui. Não porque ele é o único que poderia realizar o ritual. Mas porque Sean Kendrick, parecendo daquela forma, ele é a corrida, mesmo que nunca tivesse tido uma corrida aqui. Ele é um lembrete de o que os cavalos significam pra ilha: uma ponte entre o que somos e o aquela coisa sobre Thisby que todos queremos, mas ninguém consegue alcançar. Quando Sean fica lá, sua face virada para o mar, ele não é mais civilizado do que qualquer capall uisce, e isso me perturba.
“Me diga como é a corrida.”
É como uma batalha. Uma confussão de cavalos, homens e sangue. O mais rápido e mais forte do que restou depois de 2 semanas de preparação e areia. É como a areia molhada na sua cara, a mágica fatal de Novembro na sua pele, a batida de Escorpião no lugar do seu coração. É velocidade, se você tem sorte. É vida e morte, ou ambos, e não há nada parecido. Houve um tempo em que esse momento, essa última luz da noite no dia anterior à corrida, era o melhor momento do ano pra mim. A antecipação da partida por vir. Mas isso era quando tudo o que eu tinha a perder era a minha vida
“Não há ninguém mais bravo do que você naquela praia.”
A voz dela é indiferente. “Isso não importa.”
“Importa.”
“Você não precisava. Eu vou voltar no ano que vem e você terá um ninho de cavalos sob sua janela e Puck Connolly em sua cama, e eu vou comprar de você ao invés de Malvern. Isso é o futuro pra você.”
“O futuro soa muito melhor no seu sotaque.”
“O que eu preciso é que sua mãe tivesse pensado um pouquinho melhor 9 meses antes do dia em que você nasceu.”
Minha mãe sempre me disse que você deve vestir sua melhor roupa quando você está com raiva, porque isso vai amedrontar as pessoas.
“Vocês dois são um par estranho. Vocês são um par, não são?”
“Nós estamos treinando.”
Amor nem sempre é o suficiente, não importa o quanto a gente queira que seja.
A cada novembro, os cavalos d’água emergem do oceano e galopam na areia sob os penhascos de Thisby. E, a cada novembro, os homens capturam esses cavalos para uma corrida eletrizante e mortal. Alguns cavaleiros sobrevivem. Outros, não.

Review: Shades of Earth, Beth Revis
Review: Sapphique, Catherine Fisher
Review: The Shifters, Alexandra Sokoloff
Review: A Inocência Termina aos XVI, Julia Karr
































Essa capa me lembra O Clã dos Magos, rs. Gostei da resenha, e da trama que será desenvolvida, me deixando curiosa, se tivesse oportunidade, leria sim, quem sabe né?
Beijinhos,
May :*
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May, o livro sai mês que vem no Brasil e tenho certeza que muita gente vai se apaixonar pela história <3 <3
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Só vejo resenhas positivas sobre este livro, tanto que comprei a edição em inglês. Ainda não li, mas to muito curiosa, só não sei se meu inglês é sufucuente pra tal.
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Flávia, o nível de inglês desse livro acredito que seja no mínimo Avançado. Eu normalmente não presto muita atenção no nível, porque já faz 2 anos e meio que eu só tenho lido livros em inglês, mas esse tem um vocabulário muito específico, a autora detalhou várias coisas relacionadas aos cavalos que até eu tive que procurar uma palavra ou outra no dicionário… Mas vale muito à pena!
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Oi Maeva,
Acgo que vou arriscar, vou tentar ler com o dicionário do lado. Se ficar complicado, dou um tempo nele e leio outras coisas em inglês pra praticar e depois volto nele. =)
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Oi Má!
Eu gosto muito da maneira como a Maggie escreve (eu li os dois primeiros livros da trilogia Os lobos de Mercy Falls). Tenho certeza que vou curtir esse livro.
Que bom que a Verus comprou os direitos, acho que a Agir peca muito na divulgação.
Adorei a resenha.
Beijos
Livros e blablablá
Juh Sutti postou recentemente: Resultado da promoção "Branca de Neve e o Caçador"
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Fiquei super feliz em saber que vai sair pela Verus também, Juh!
Ansiosa pra que seja publicado, porque aí mais gente lê se apaixona <3
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Oi Maeva!
Esse livro parece ser bem diferente da série dos Lobos de Mercy Falls. Por alguma razão, não me interessou tanto quanto interessa a série dos Lobos. Eu vi que o banner do Bobagens & Livros não está no Murphy’s. Eu ainda estou com o banner do Murphy’s lá.
Matheus, Bobagens & Livros.
Matheus Goulart postou recentemente: Resenha: AXT – Erik Dellatorre
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Oi Matheus! Eu ainda não li Os Lobos de Mercy Falls, tenho o 1o livro faz um tempinho, mas ainda não me empolguei pra lê-lo… Mas amei The Scorpio Races <3
Manda um banner 100×100 do seu blog pro email de contato do Murphy’s que eu coloco nos Parceiros. Provavelmente tirei porque quando acessei seu blog não consegui acessar a página de Parceiros, aconteceu com vários outros parceiros também…
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Ahhh, eu estou ansiosa por esse livro desde que lançou lá fora!! Só li “Calafrio” da Maggie, mas, mesmo assim, fiquei encantada com a escrita dela *-*. E o fato da história se passar em Novembro (as corridas, pelo menos), que é o mês do meu aniversário, me fez ficar ainda mais curiosa, HAHAHA.
Enfim, eu adorei a proposta do livro mesmo, corridas e tal, uma menina desafiando todos, é um bom enredo. Espero que consiga ler logo!!
P.S.: Adorei a resenha e os quotes
Beijos!
Isa ~ Portal dos Livros
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Isa, também faço aniversário em Novembro
A corrida em si é o pano de fundo da história, a narrativa foca mais no relacionamento dos personagens, e é impossível não se apaixonar pelos cavalos *.*
Thanks
Bjokas!!
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Esse é leitura garantida, Maeva! Por tudo o que já li sobre a escrita da Maggie, tenho que conferir a autora!
Beijos!
Lygia postou recentemente: [Promoção] Festival de Livros da Novo Conceito – Agosto
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Eu nunca tinha lido nada dela–tenho Shiver há um tempão, mas não sou lá muito fã de lobos hehehe–, mas me encantei com esse livro <3 <3
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Nunca li nada sobre cavalos, acho que esse vai ser o primeiro.. fiquei bastante curiosa pela história, eu to lendo a série de Lobos da autora e adorando.. apesar que são totalmente diferente eu acho que vou gostar desse também, gosto quando as mocinhas são fortes e vão contra o “normal” SHUASHUASHUA Obrigada pela resenha, beeijos!!
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