Review: O Lírio Dourado, Richelle Mead

Atenção! Este livro é o segundo de uma série de spin-offs da série Academia de Vampiro, então se você ainda não leu a série ou Laços de Sangue e não quer saber de spoilers, não leia este post!

The Golden LilySydney Sage é uma Alquimista, um grupo de humanos que mexem com magia e servem de ponte para o mundo dos humanos e vampiros. Eles protegem o segredo dos vampiros, e as vidas humanas.

Sydney adoraria ir para a faculdade, mas ao invés disso ela foi enviada para se esconder em um colégio interno em Palm Springs, na Califórnia, onde ela tem de proteger a princesa Moroi Jill Dragomir de assassinos que querem causar uma guerra civil na Corte Moroi. Anteriormente em desgraça com os Alquimistas, Sydney agora é elogiada por sua lealdade e obediência, e se mostra ser um modelo exemplar de Alquimista.

Mas quanto mais perto ela fica de Jill, Eddie e especialmente de Adrian, mais ela se vê questionando as antigas crenças Alquimistas, sua ideia de família e a noção do que realmente significa pertencer a um lugar. Seu mundo fica ainda mais complicado quando experimentos mágicos mostram que Sydney talvez seja a chave para prevenir pessoas se tornando Strigoi—os mais ferozes dos vampiros, aqueles que não morrem. Mas é seu medo de ser isso—especial, mágica, poderosa—que a assusta mais do que qualquer coisa. Igualmente assustador é seu novo romance com Brayden, um cara bonito e inteligente que parece ser seu par perfeito em todos os sentidos. No entanto, por mais perfeito que ele pareça, Sydney se vê atraída por outra pessoa—alguém totalmente proibido para ela.

Quando um segredo chocante ameaça destruir o mundo vampiro, a lealdade de Sydney é subitamente testada, mais do que nunca. Ela se pergunta como encontrará o balanço entre os princípios e dogmas que lhe foram ensinados e o que seus instintos estão lhe dizendo.

Deveria ela confiar nos Alquimistas, ou em seu coração?


Não temam, finalmente chegou! Depois de meses esperando para descobrir como essa história continua, O Lírio Dourado finalmente foi lançado. Nós continuamos onde paramos no final de Laços de Sangue, Dimitri e Sonya agora estão em Palm Springs, fazendo pesquisar com Adrian, tentando descobrir por que ex-Strigoi não podem ser transformados novamente. Eles acreditam que possam encontrar um tipo de cura, algo que pode prevenir as pessoas de se tornarem Strigoi.

Sydney continua tendo problemas pra manter todo mundo na linha. Angeline agora é a colega de quarto de Jill, e garota não podia se meter em mais encrencas. Jill está namorando Micah e morrendo pra posar de novo para Lia. Adrian agora está na faculdade de Artes, e parece estar aproveitando a escola–mas, é claro, ele não está nada contente com o fato de que Dimitri está lá, o fantasma de Rose parece ainda assombrá-lo. As coisas estão tão normais quanto possíveis até que Trey, um dos colegas de classe de Sydney, age como cupido e arranja um encontro dela com um de seus clegas de trabalho, Brayden. O garoto é tão inteligente quanto Sydney, e ainda que num primeiro momento ela não tenha certeza se deveria sair com ele–não é como se ela já não tivesse o suficiente com o que se preocupar, certo?–, ela acaba se divertindo com o rapaz.

As coisas ficam realmente ruins quando Sonya e Sydney são atacadas por um grupo de homens no meio da rua. Elas conseguem escapar, mas logo descobrem que há pessoas atrás deles, e parecem ser meros humanos. Enquanto isso, Sydney é forçada a encarar mais feitiços e lidar com sua mágica, ao mesmo tempo em que luta para deixar claro em sua mente o que é certo e errado em seu relacionamento com os Moroi e os Dhampirs.

O Lírio Dourado é uma montanha russa maravilhosa. Richelle Mead continua com uma narrativa intrigante que te cativa e você simplesmente não consegue parar de ler. Sydney cresceu pra mim, ainda que ela não enxergasse o que estava óbvio, bem diante dos olhos dela, o tempo todo durante a segunda metade do livro. Mesmo Adrian ganhouminha simpatia depois de tudo o que acontece com ele–Mead, aquilo foi extremamente maldoso da sua parte! O que eu posso dizer? Estou viciada e mal posso esperar pelo próximo livro!

Confira aqui o booktrailer!

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Bloodlines #2

Autor: Richelle Mead
País: Estados Unidos
Idioma: Inglês
Gênero(s): Jovem Adulto
Editora: Razorbill (US) / Seguinte (Brasil)
Data de publicação: 12 de Junho de 2012 (US) / Sem previsão no Brasil
Páginas: 417
Compre:
Book Depository Amazon Barnes & Noble
Classificação:
4 livros e meio

Você confere abaixo meus quotes favoritos desse livro.

Tudo era construído em fatos sensatos e lógicos. Essa era a parte fácil de aguentar. O resto do meu trabalho é que era um problema.

Impressionante. Eu tinha acabado de proclamar Keith um ser humano terrível, de todas as formas possíveis. Mas nada disso importava para seu pai, contanto que eu não tivesse acusado Keith de ter se aliado a vampiros. Eu podia ter chamado Keith de assassino e Tom provavelmente ainda estaria agradecido se isso não significasse que seu filho não era íntimo do inimigo.

E era assim que ele era, o último cavalheiro do mundo moderno, sempre pronto para ajudar os outros.
Isso era apenas uma das várias coisas impressionantes sobre Dimitri. Seu visual era suficiente pra fazer qualquer pessoa parar pra admirar. Seu cabelo, castanho escuro, sempre preso num curto rabo de cavalo, seus olhos igualmente castanhos, que sempre pareciam misteriosos e sedutores. Ele era alto—tinha 2m de altura—, competindo com alguns Moroi. Pra mim, os dhampirs eram totalmente indistinguíveis dos humanos, então até mesmo eu tinha que admitir que ele estava no topo da escala de atratividade.
Havia também uma energia ao seu redor que você não tinha como não ser afetado por. Ele estava sempre em alerta, sempre pronto para o inesperado. Eu nunca vi ele baixar sua guarda. Ele estava constantemente pronto para atacar. Ele era perigoso, sem dúvidas, e eu estava feliz por tê-lo ao nosso lado. Eu sempre me sentia protegida quando estava ao seu redor—e um pouco cautelosa.

“Você se preocupa tanto quanto eu”, Dimitri provocou. “Eu não achei que isso fosse possível.”
“Se preocupar é meu trabalho. Eu sempre tenho que ter certeza de que todo mundo está bem.”
“Às vezes não é ruim ter certeza de que você, também, está bem. Você talvez descubra que isso na verdade ajuda outras pessoas.”

“Eu sinto muito, senhora.” Eu disse. De verdade, eu não tinha a menor ideia do que mais dizer. Passei o final de semana inteiro no meio de uma batalha épica pra salvar a humanidade e agora… Jean shorts?

Mas se eu era tão boa, então por que eu estava sempre em dúvida se eu estava fazendo a coisa certa?

Além disso, quando não estou trabalhando duro nessa pesquisa, estou conduzindo um experimento a parte sobre como cigarros e gim aumentam o carisma. Como você pode imaginar, os resultados estão se mostrando promissores.

Eu estava realmente impressionada com o fato de que Adrian tinha uma opinião.

Strigoi não tem humanos conhecidos. Eles os tem pro jantar.

“Você sabe Latim?”, eu perguntei.
“Claro”, ele respondeu. “E quem não sabe?”
Trey rolou seus olhos. “Apenas o resto do mundo”, ele resmungou.

“Antony e Cleopatra… É romântico?”
“Mais ou menos”, eu respondi. “Por um tempo, até que todo mundo morre no final.”
A expressão aterrorizada de Jill me disse que eu não estava realmente conseguindo melhorar sua opinião.

Eu notei que Brayden me acompanhou até o lado do passageiro. Por meio segundo eu achei que ele esperava que eu dirigisse. Talvez porque eu gostava tanto de carros? Mas então ele abriu a porta e eu percebi que ele estava esperando que eu entrasse. Eu o fiz, tentando lembrar quando foi a última vez que um cara abriu a porta pra mim. Minha conclusão: nunca.

Como podia Adrian Ivashkov, aquele que nunca parecia levar nada a sério, ser o único entre essas pessoas “responsáveis” que havia prestado atenção num detalhe tão pequeno? E como é que ele era o único que realmente entendia a magnitude de como eu me sentia?”

“Como você pode memorizar livros inteiros e não perceber algo assim?”, Angeline perguntou.
“Porque o cérebro da Sydney só grava informações ‘úteis’”, Eddie respondeu com um sorriso. Eu não neguei.

Mas até eu sorri com sua excentricidade. Até eu ver a cara de Eddie. Ele não estava deixando muito a perceber, pra ser franca. Talvez andar com Dimitri havia lhe dado algumas dicas quanto à poker face de guardiões. Mas Eddie ainda não era Dimitri, e eu podia ver sinais de dor e ansiedade desaparecendo nele.

Sinceramente, uma parte de mim estava um pouquinho desapontada. Então era isso? Isso era tudo? Não tinha sido terrível, mas não me fez ir às alturas também. Tinha sido exatamente o que parecia ter sido: lábios sob lábios.

“Eu preciso da sua ajuda.”
Trey ergueu as sobrancelhas. “Nunca achei que ouviria essas palavras vindo de você.”
Então éramos dois.

Eu olhei para nossas mãos juntas e tentei entender o que eu estava sentindo. Ele tinha mãos agradáveis. Suaves, calorosas. Eu podia me acostumar a andar de mãos dadas. E, claro, ele cheirava como café. Seria isso base suficiente para construir amor?

Só estou cuidando de você, maninha. Não quero que você acabe com alguém que é encrenca. Acredite em mim, eu tenho experiência nisso.

“Mas lealdade e cuidado valem a pena?”
“Pra mim? Vale muito.”

Ele sempre parecia bem, não importava a condição de suas roupas ou cabelo. Era uma das coisas mais irritantes sobre ele.

Eu já o havia visto lutando antes, mas nunca me cansava. Ele era cativante. Ele nunca parava de se mover. Cada um de seus movimentos era gracioso e letal. Ele era um dançarino da morte.

“Você tem muito a falar pra um cara bêbado.”
“Oh, Sage. Eu tenho muito pra falar, bêbado ou sóbrio.”

“Eu posso pensar em várias palavras pra descrever o que ela fez. ‘Gostosa’ não é uma delas.”
Ele deu de ombros e se encaminhou até a porta. “Hey, tem coisas que te deixam atraídas, eu tenho as minhas. Moinhos de vento pra você, brigas pra mim.”

Nunca pensei que eu veria o dia em que você jogaria seus braços ao redor de um vam… De alguém como eu.

“Essa é a terceira vez que eu escuto ‘seu namorado’. O que está acontecendo? Por que ninguém diz o nome de Brayden?”
Nenhum deles respondeu de imediato. Finalmente, Jill disse, timidamente, “É que nenhum de nós consegue lembrar o nome dele.”

“Você está mais bêbado do que pensei”, eu disse. “E eu achei que você estava bem bêbado.”

“A gente vive num deserto e você tem um guardachuva no seu carro?”
“É claro que tenho. Você não teria?”

Tudo o que podemos fazer é continuar de acordo com o que pensamos, como vemos o mundo. Se você não pode confiar na sua própria mente, vai confiar no quê? No que as outras pessoas te dizem?

Ele quase sorriu. “E lá vai você de novo. Por quê? Por que você continua me ajudando?”
Havia um milhão de respostas nos meus lábios, desde é a coisa certa a se fazer a eu não sei. No entanto, eu disse: “Porque eu quero.”
Dessa vez eu arranquei um sorriso verdadeiro dele, mas havia algo obscuro e introspectivo nisso. Ele se moveu perto de mim novamente. “Porque você se sente mal por esse cara doido?”

Ninguém pode olhar pra você nesse vestido, com todo aquele fogo e ouro, e pensar em anacronismos. Se eu fosse ele, eu teria dito ‘Você é a criatura mais linda que já vi andando na Terra’.

Algumas coisas são verdades, bêbado ou sóbrio. Você devia saber disso, já que você lida com fatos o tempo todo.

“É como se você tivesse deixado uma criança solta dentro de uma sala cheia de louças de porcelana”, eu murmurei. “O que ele estava pensando?”

Se eu pudesse fazer tudo isso, então eu seria verdadeiramente uma boa Alquimista.
E, eu percebi, eu também seria terrivel e demasiadamente sozinha.

“Você acabou de usar a palavra justaposição numa frase?”
“Sim, Sage”, ele disse pacientemente. “Nós usamos essa palavra o tempo todo com arte, quando estamos misturando diferentes componentes. Isso, e eu também sei como se usa um dicionário.”

“Sua família tem uma enorme quantidade de emergências.”
Você não faz ideia, eu pensei.

“Você está bem?”
“Eu não sei”, eu disse suavemente. “Eu acabei de pensar numa coisa maluca.”
“Bem-vinda ao meu mundo.”

“Ela está falando a verdade?” Ele pausou e reconsiderou. “Vocês estão falando a verdade? Feitiços? Mágica? Quero dizer, não me entenda mal, eu bebo sangue e controlo a mente das pessoas. Mas nunca ouvi falar em nada disso.”

“Você precisa de mim? É só gritar. Você quer ir embora? Nós vamos. Eu te tiro daqui, não importa o que acontecer.”
Algo apertou no meu peito e, por um momento, o mundo todo foi reduzido ao verde de seus olhos. “Obrigada.”

“Isso já aconteceu com você? Quando você não pode ter algo, é aí que quer ainda mais.”
“Sim”, ele disse amargamente. “Acontece o tempo todo.”

Adrian acreditou que eu era aquelas coisas? O pensamento me fez me sentir toda animada. Exultante… E confusa.

Eu achei que amor épico era uma espécie de exagero para alguém da idade dela, mas achei melhor não falar nada.

No último mês, todo mundo na minha vida falou o quão responsável eu era, quão aplicada, quão exemplar. Eu tinha sido chamada de várias coisas. Mas nunca, jamais alguém me chamou de irresponsável.
E eu meio que gostei disso.

“Você está num ótimo bom humor”, ele observou. “Achou uma promoção de calças caqui?”

“Então isso é tipo uma intervenção.”
“Isso é a verdade”, ele disse simplesmente. “De alguém que se importa e quer que seu corpo seja tão saudável e maravilhoso quanto sua mente.”

Mas talvez a melhor parte de tudo era que eu, Sydney Katherine Sage, sempre culpadamente analisando o mundo ao meu redor, bem, eu parei de pensar.
E isso foi esplêndido.
Pelo menos até que eu começasse a pensar novamente.

Dessa vez você vai ouvir algo que não se encaixa no seu arrumado e compartimentado mundo de ordem, lógica e razão. Porque isso não é sensato. Se você está aterrorizada, acredite: isso também me deixa morrendo de medo.

Voc6e me inspira em cada ato, cada palavra, cada olhar. Eu olho pra você e é como se você fosse… Como luz feita de matéria.

Voc6e não faz ideia do quão linda você é, ou quão vivamente você brilha.

“Nenhum de nós está destinado a ser ou fazer qualquer coisa”, ele disse. “Nós decidimos o que vamos ser. Você me disse uma vez que não há vítimas aqui, que todos nós temos o poder de escolher o que queremos.”

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7 Comentários

  1. Lygia já comentou 234 vezes no Murphy's Library!

    Tenho q terminar Bloodlines ainda! XD Meu Deus, cadê tempo pra ler td o que eu quero? =(

    Bjs.
    Lygia postou recentemente: [Renovando a Estante] Maio – Mariana

    [Responder]

  2. A. Déborah já comentou 181 vezes no Murphy's Library!

    Adorei a resenha e amei esse livro!
    E foi ótimo ler os quotes e ficar relembrando as cenas.

    [Responder]

  3. Liih já comentou 552 vezes no Murphy's Library!

    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah, to morrendo de vontade de ler The Golden Lily *———————* quando acabei de ler Bloodlines fiquei varios dias pensando oqe aconteceria no 2º livro ! sou completamente apaixonada pelo Adrian *—* sou Team Adrian ♥ Sydney

    [Responder]

  4. Karina já comentou 129 vezes no Murphy's Library!

    Vou ser sincera e dizer que não li a resenha, pois é uma série que eu quero muito ler então não quero spoilers, por enquanto…
    Sou louca pra ler Richelle Mead, mas acabo deixando pra lá, apesar de ter os livros. =/
    Acho que vou começar com Storm Born!

    Beijos, Ká!
    Karina postou recentemente: Lançamentos #11

    [Responder]

  5. Sarah já comentou 5 vezes no Murphy's Library!

    OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH MY GOD! EU PRECISO DESSE LIVRO AGORA, MAS O BD FAZ O FAVOR DE DEMORAR NA ENTREGA! D: E eu sei que quando o ler, estarei morrendo porque Indigo Spell só sairá ano que vem, em Fevereiro.
    Eu vou pirar quando ler esse livro. VOU. PIRAR. Apenas isso.
    Resenha maravilhosa com quotes esplêndidos! <3

    [Responder]

  6. Eve Fowl já comentou 112 vezes no Murphy's Library!

    Cada vez mais fico com vontade de conhecer os livros da Mead, e a resenha de vocês me deixou bem intrigada, com um pouco mais de vontade de ler.
    Mas acho a série um pouco longo e, como nem tenho os livros ainda, nem me animo muito.

    Quem sabe futuramente, né?
    Eve Fowl postou recentemente: Book Blogger Hop #7

    [Responder]

  7. Vollzin já comentou 304 vezes no Murphy's Library!

    Tenho muita vontade de continuar a ler VA para chegar nessa spin-off, adoro a escrita da Richelle Mead (outra série que tenho que continuar é a da Georgina Kincaid), acho que ela sempre acrescenta muita coisa pra você. Fiquei muito feliz que a Cia das Letras é que vai lançar essa spin-off, porque ninguém merece o que a Agir/Ediouro faz com VA.

    Abraços,
    Maicon — The Vollzin Post
    Vollzin postou recentemente: Resenha do livro “Private – Agência Internacional de Investigações”, de James Patterson e Maxine Paetro

    [Responder]

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