Depois de uma longa espera, finalmente coloquei minhas mãos numa cópia de
Insurgent, e não perdi mais nem um minuto, comecei a ler em seguida. 4h30 depois, me vi em choque.
Insurgent começa onde
Divergent acaba, com Tris, Four, Marcus, Peter e Caleb em fuga. Eles chegam ao complexo Amity, onde finalmente conseguem descansar e ter cuidados médicos. Esse é só o começo de uma história cheia de ação e reviravoltas. Eu prendi minha respiração várias vezes enquanto lia e sequer percebi! Adorei o fato de que vemos um pouco mais da facção Amity, os sem facção, e adorei ver o relacionamento da Tris e do Four crescer. Nós vemos mais de personagens do primeiro livro e descobrimos um pouco sobre como a sociedade se tornou dividida em facções. É um livro mais comprido que o primeiro, mas eu sequer senti, a narrativa te pega de um jeito que você não consegue parar de ler.
Não tenho muita certeza se consigo falar sobre esse livro sem estragar surpresas. É um livro muito bom, ainda que a Veronica tenha assumido que existem alguns erros na história. É altamente viciante e você vai sofrer com o final—sim, preciso ser sincera com vocês, no final tem um cliffhanger que te fará desejar que já fosse 2013. Eu terminei de ler e fiquei tão em choque que eu levei mais de uma semana pra sentar e escrever essa review, eu precisei processar o livro, assim como aconteceu com Divergent.
Confira aqui o booktrailer!
Autor: Veronica Roth
País: Estados Unidos
Idioma: Inglês
Gênero(s): Jovem Adulto, Futuro Distópico, Thriller
Editora: HarperCollins (US) / Rocco (Brasil)
Data de publicação: 1 de Maio de 2012 (US)
Páginas: 544
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Rating:

Você confere abaixo meus quotes favoritos desse livro.
“Que sorte”, Caleb diz. Ele olha cauteloso para Tobias.
“Sorte não tem nada a ver com isso”, Tobias responde. “Eu só trabalhei lá porque eu queria ter certeza de que eu poderia sair.”
“Eles tem um papel igual no governo; cada um deles se sente igualmente responsável. E isso os faz se importar; os faz serem gentis. Eu acho que isso é lindo.”
“Eu acho que isso é insustentável.”
Ele coloca seus braços ao redor do meu quadri e me pressiona gentilmente contra a porta. Seus lábios encontram os meus.
Eu não me lembro mais por que eu vim até aqui.
E eu não me importo.
“Morreu” era então apenas um fato pra mim, separado de emoção. Mas “morto”, misturando-se com a agitação e os burburinhos nessa sala, me atinge como um martelo no peito, e o monstro do luto acorda, arranhando meus olhos e garganta.
“Nós estamos bem, você sabe”, ele diz. “Você e eu. Certo?”
Sinto uma dor no meu peito, e eu concordo com a cabeça.
“Nada mais está certo.” Seu sussurro faz cócegas na minha bochecha. “Mas nós estamos.”
Se isso continuar eu vou quebrar, e talvez seja melhor assim, talvez seja melhor despedaçar e não carregar nada.
Eu não tinha reparado, até aquele momento, que a iniciação Dauntless havia me ensinado uma importante lição: como continuar indo em frente.
Sem facções? Um mundo no qual ninguém sabe quem é ou onde se encaixa? Eu não consigo seguer imaginar. Eu vejo apenas caos e isolamento.
“Mas tenha cuidado.”
“E eu não tenho sempre?”
“Não, eu acho que a palavra certa pra descrever como você geralmente é é ‘imprudente’.”
“Eu tenho uma faca no meu bolso”, eu digo. “Encoste um dedo em mim e eu te farei se arrepender de tê-lo feito.”
Estou cansada de ser Tris. Eu fiz coisas ruins. Eu não posso desfazê-las, e elas são parte de quem eu sou. Na maior parte do tempo elas parecem ser a única coisa que sou.
Mas eu não posso. Meus pais perderam suas vidas por me amarem. Perder a minha sem uma boa razão seria uma forma terrível de pagar por seus sacrifícios, não importa o que eu tenha feito.
“Sim. Ela é uma grande e assustadora Divergente, e ela vai fazer sua cabeça explodir apenas com o poder da mente dela”, Lynn diz, espetando-lhe com o indicador, bem no meio de seus olhos. “Não me diga que você realmente acredita em essas coisas de criança sobre Divergentes.”
“Eu acho que seria tão mais fácil lutar usando um vestido”, Marlene diz, tocando seu queixo. “Daria mais movimento às suas pernas. E quem se importa se você está mostrando sua calcinha pra alguém, contanto que você esteja ganhando?”
“Aqui eu me sinto… Novamente sensata.”
“O que é estranho, considerando que você está agindo como uma psicopata.”
“Te matar não é o pior que eles podem fazer”, eu digo. “Te controlar que é.”
“Bem, metade da metade da nossa facção.”
“Em alguns lugares eles chamam isso de um quarto, Mar”, Lynn diz.
Nós dois temos guerra dentro de nós. Às vezes nos mantem vivos. Às vezes ameaça nos destruir.
Eu amo Tris, a Divergente, que toma decisões independente de lealdade de facções, que não é um protótipo de facção.
Quanto mais imprudente eu fico, mais popular me torno entre os Dauntless.
Tobias está certo: eu não sou Dauntless; eu sou Divergente. Eu sou o que quer que eu escolha ser.
Às vezes sinto como se estivesse colecionando lições que cada facção tem para me ensinar, armazenando-as em minha mente, como um guia de como se mover pelo mundo. Sempre há algo para aprender, sempre há algo que é importante de ser entendido.
Sangue tem uma cor estranha. É mais escuro do que você espera que seja.
Porque eu escolhi Dauntless, em primeiro lugar: não porque eles são perfeitos, mas porque eles são vivos. Porque eles são livres.
“Voc6e não vai perguntar se eu estou bem?”, eu pergunto.
“Não, eu tenho certeza que você não está bem.”
Você fez sua escolha. Essas são as repercussões dela.
Uma vez eu li em algum lugar que chorar desafia a explicação científica. Lágrimas são feitas apenas para lubrificar os olhos. Não existe nenhuma razão real para as glândulas produzirem mais lágrimas por causa de uma emoção.
Acho que choramos para liberar as partes animais da gente sem perdermos nossa humanidade. Porque dentro de mim há uma besta, rosnando e rugindo, que se estica em direção à liberdade, a Tobias, e, além de tudo, à vida. E ainda que eu tente com toda força, eu não posso matar essa besta.
Então ao invés disso eu simplesmente soluço de tanto chorar, as mãos no rosto.
“A maldade depende de onde você está.”
“Não importa onde eu esteja, eu ainda vou achar que controlar a mente de uma cidade toda é maldade.”
Eu vou morrer amanhã. Faz tanto tempo que eu tive tanta certeza de algo que eu acho que isso é um presente.
“Quantos anos você tem, doze?”
“E meio”, ele responde.
Eles não são caracterizados por uma virtude particular. Eles dizem que todas as cores, todas as atividades, todas as virtudes, e todas as falhas são suas.
Eu não sei o que os mantem ligados. A única coisa em comum que eles tem, até onde eu sei, é o fracasso. O que quer que seja, parece ser o suficiente.
“Relaxe, Beatrice (…) Eu já dirigi um carro antes.”
“Eu já fiz várias coisas antes, mas isso não significa que eu sou boa fazendo!”
“Insurgente”, ele diz. “Substantivo. Uma pessoa que age em oposição à autoridade estabelecida, que não é necessariamente vista como beligerante.”
“Você precisa dar um nome a tudo?”, Cara pergunta, passando as mãos em seu teimoso cabelo loiro, para assentar os fios. “Nós só estamos fazendo algo que acontece de ser num grupo. Não precisamos de um novo título.”
“Acontece que eu gosto de categorizar.”
“Nando?”, eu digo a ele. “Achei que os Erudites não tinham apelidos?”
“Quando uma garota bonita te chama por um apelido”, ele responde, “é apenas lógico responder a ele”.
As pessoas, eu descobri, são camadas e camadas de segredos. Você acha que as conhece, que as entende, mas seus motivos são sempre escusos pra você, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá, mas às vezes você decide confiar nelas.